* Die-Stacking
O Die-Stacking é uma tecnologia usada pelos fabricantes de memória
Flash para cortar custos e ao mesmo tempo permitir a criação de chips
de maior densidade.
Usando esta a tecnologia, dois ou mais chips são "empilhados",
conectados entre si e selados dentro de um único encapsulamento, que
possui o mesmo formato e contatos que um chip tradicional. Como uma
boa parte do custo de um chip de memória Flash corresponde justamente
ao processo de encapsulamento, o uso do Die-Stacking permite mais uma
redução substancial do custo.
Um dos exempos do uso da tecnologia Die-Stacking são os cartões de
memória MicroSD, que medem apenas 1.5 x 1.1 cm, com apenas 1 mm de
espessura. Você pode se perguntar como é possível que os cartões
microSD sejam tão compactos, já que qualquer cartão SD precisa de pelo
menos dois chips (o chip de memória e o controlador) e num cartão
microSD mal temos espaço para um. A resposta está no die-stacking,
tecnologia que comentei há pouco. Num cartão microSD temos um ou mais
chips de memória e o próprio controlador "empilhados", formando um
único encapsulamento. Ele é instalado pelo fabricante numa placa de
circuito que contém os contatos externos e em seguida selado dentro da
cobertura externa. O mesmo se aplica aos cartões Memory Stick Micro,
que possuem dimensões similares.
Não existe como desmontar um microSD e, mesmo que você quebre um no
meio, não vai conseguir diferenciar os chips, pois eles são produzidos
usando wafers muito finos (até 0.025 mm de espessura nos mais
recentes) e juntados de forma muito precisa. Os primeiros cartões
microSD de 4 GB foram produzidos usando nada menos do que 8 chips de
512 MB empilhados. É provável que no futuro seja possível utilizar um
número ainda maior.
* Default
Todos os programas oferecem algumas opções de configuração, desde
coisas sem muita importância como ícones e cores, até configurações
cruciais de segurança.
Cada um possui suas próprias preferências e necessidades, mas é
impossível que o programa possa vir direto de fábrica configurado de
um modo que agrade a todo mundo ao mesmo tempo.
Os programadores tentam então usar opções default (ou padrão) que
atendam à maioria das pessoas, ou simplesmente permitam que o programa
"funcione". Usuários mais avançados podem depois configurar o programa
adaptando-o às suas necessidades.
"Default" era o sobrenome do programador Francês que inventou o termo.
Como a palavra é originária do Francês, o correto é pronunciar "defô"
e não "default".
* Modem
Contração de Modulador/Demodulador. É o famoso e querido aparelhinho
que transforma os sinais digitais em sons que podem ser transmitidos
pelo sistema telefônico comum, que são decodificados pelo modem
receptor. O termo modem também é usado em relação a outros aparelhos
que modulam sinais digitais na forma de sinais analógicos, como por
exemplo os modems usados nos sistemas de acesso à Internet via cabo ou
ADSL, assim como em algumas arquiteturas de rede.
Existem três formas de acesso discado. O mais tradicional são os
modems, que realizam uma chamada de voz comum, utilizando a linha
telefônica. Em seguida temos o ISDN, onde o modem cria um link digital
de 64kbits com a central telefônica.
Na verdade, todas as chamadas de voz (incluindo aí as conexões via
modem) são transmitidas de forma analógica apenas do seu aparelho até
a central telefônica. Chegando na central, o sinal é digitalizado e
transmitido através de um link de fibra óptica. Cada chamada de voz
tem reservada para si um link de 64 kbits.
No caso dos modems, são feitas duas conversões: uma analógica/digital,
ao chegar na central do seu bairro, e mais uma, digital/analógica ao
chegar na central usada pelo provedor de acesso. Esta dupla conversão
atenua o sinal, fazendo com que a conexão fique limitada a 33.6 kbits.
No caso dos modems de 56k, o modem instalado no provedor de acesso é
ligado digitalmente à central telefônica, eliminando a conversão
analógico/digital para as informações transmitidas do provedor para
você (ou seja, o download). Mas, como continua existindo a conversão
analógico/digital do seu micro até o provedor, a taxa de upload
continua limitada a 33.6k.
No caso dos modems analógicos não existe muito o que fazer para
aumentar a velocidade. Os 56k para download e 33.6 para upload parecem
mesmo ser o limite final.
O ISDN é o próximo passo. Nele o modem instalado na sua casa cria um
link digital com a central (na verdade um sinal digital transmitido
dentro de um portador analógico), eliminando a conversão e permitindo
aproveitar os 64k reservados para a chamada de voz.
Para tornar o serviço mais atrativo, as operadoras instalam duas
linhas, de forma que você pode usar uma para conectar e outra para
receber chamadas de voz, ou usar as duas simultaneamente para se
conectar a 128k. O grande problema do ISDN é o custo: além do custo do
modem e taxas para habilitar o serviço, você continua pagando pulsos
(em dobro se resolver conectar a 128k), o que explica por que o ISDN
sempre foi tão pouco usado no Brasil.
Finalmente, temos o ADSL. Nele não é mais usado o sistema telefônico
comutado, mas sim um link de fibra óptica, que liga a central
telefônica diretamente aos roteadores do provedor de acesso. Como
sairia muito caro puxar um cabo de fibra óptica até a casa de cada
assinante, o modem ADSL estabelece um link digital com o modem
instalado na central. A distâncias curtas (menos de 500 metros), o
link é de 8 megabits; para até 3 km o link é de 2 megabits; e para até
5 km o link é de apenas 1 megabit.
Na prática, a distância máxima varia muito, de acordo com a qualidade
dos cabos e fontes de interferência pelo caminho, mas, de qualquer
forma, as distâncias atingidas vão muito além do que seria possível
com um sinal puramente digital. Lembre-se de que, para uma rede
Ethernet, temos apenas 100 metros de alcance, mesmo utilizando um cabo
de 4 pares, com uma qualidade muito superior à de um simples cabo
telefônico. O sinal do modem ADSL vai tão longe porque na verdade o
sinal digital é transmitido dentro de um portador analógico.
Justamente por isso, o modem ADSL continua sendo um "modem", ou seja:
Modulador/Demodulador.

