24/04/2008

27 04 2008

* Die-Stacking

O Die-Stacking é uma tecnologia usada pelos fabricantes de memória

Flash para cortar custos e ao mesmo tempo permitir a criação de chips

de maior densidade.

Usando esta a tecnologia, dois ou mais chips são "empilhados",

conectados entre si e selados dentro de um único encapsulamento, que

possui o mesmo formato e contatos que um chip tradicional. Como uma

boa parte do custo de um chip de memória Flash corresponde justamente

ao processo de encapsulamento, o uso do Die-Stacking permite mais uma

redução substancial do custo.

Um dos exempos do uso da tecnologia Die-Stacking são os cartões de

memória MicroSD, que medem apenas 1.5 x 1.1 cm, com apenas 1 mm de

espessura. Você pode se perguntar como é possível que os cartões

microSD sejam tão compactos, já que qualquer cartão SD precisa de pelo

menos dois chips (o chip de memória e o controlador) e num cartão

microSD mal temos espaço para um. A resposta está no die-stacking,

tecnologia que comentei há pouco. Num cartão microSD temos um ou mais

chips de memória e o próprio controlador "empilhados", formando um

único encapsulamento. Ele é instalado pelo fabricante numa placa de

circuito que contém os contatos externos e em seguida selado dentro da

cobertura externa. O mesmo se aplica aos cartões Memory Stick Micro,

que possuem dimensões similares.

Não existe como desmontar um microSD e, mesmo que você quebre um no

meio, não vai conseguir diferenciar os chips, pois eles são produzidos

usando wafers muito finos (até 0.025 mm de espessura nos mais

recentes) e juntados de forma muito precisa. Os primeiros cartões

microSD de 4 GB foram produzidos usando nada menos do que 8 chips de

512 MB empilhados. É provável que no futuro seja possível utilizar um

número ainda maior.

* Default

Todos os programas oferecem algumas opções de configuração, desde

coisas sem muita importância como ícones e cores, até configurações

cruciais de segurança.

Cada um possui suas próprias preferências e necessidades, mas é

impossível que o programa possa vir direto de fábrica configurado de

um modo que agrade a todo mundo ao mesmo tempo.

Os programadores tentam então usar opções default (ou padrão) que

atendam à maioria das pessoas, ou simplesmente permitam que o programa

"funcione". Usuários mais avançados podem depois configurar o programa

adaptando-o às suas necessidades.

"Default" era o sobrenome do programador Francês que inventou o termo.

Como a palavra é originária do Francês, o correto é pronunciar "defô"

e não "default".

* Modem

Contração de Modulador/Demodulador. É o famoso e querido aparelhinho

que transforma os sinais digitais em sons que podem ser transmitidos

pelo sistema telefônico comum, que são decodificados pelo modem

receptor. O termo modem também é usado em relação a outros aparelhos

que modulam sinais digitais na forma de sinais analógicos, como por

exemplo os modems usados nos sistemas de acesso à Internet via cabo ou

ADSL, assim como em algumas arquiteturas de rede.

Existem três formas de acesso discado. O mais tradicional são os

modems, que realizam uma chamada de voz comum, utilizando a linha

telefônica. Em seguida temos o ISDN, onde o modem cria um link digital

de 64kbits com a central telefônica.

Na verdade, todas as chamadas de voz (incluindo aí as conexões via

modem) são transmitidas de forma analógica apenas do seu aparelho até

a central telefônica. Chegando na central, o sinal é digitalizado e

transmitido através de um link de fibra óptica. Cada chamada de voz

tem reservada para si um link de 64 kbits.

No caso dos modems, são feitas duas conversões: uma analógica/digital,

ao chegar na central do seu bairro, e mais uma, digital/analógica ao

chegar na central usada pelo provedor de acesso. Esta dupla conversão

atenua o sinal, fazendo com que a conexão fique limitada a 33.6 kbits.

No caso dos modems de 56k, o modem instalado no provedor de acesso é

ligado digitalmente à central telefônica, eliminando a conversão

analógico/digital para as informações transmitidas do provedor para

você (ou seja, o download). Mas, como continua existindo a conversão

analógico/digital do seu micro até o provedor, a taxa de upload

continua limitada a 33.6k.

No caso dos modems analógicos não existe muito o que fazer para

aumentar a velocidade. Os 56k para download e 33.6 para upload parecem

mesmo ser o limite final.

O ISDN é o próximo passo. Nele o modem instalado na sua casa cria um

link digital com a central (na verdade um sinal digital transmitido

dentro de um portador analógico), eliminando a conversão e permitindo

aproveitar os 64k reservados para a chamada de voz.

Para tornar o serviço mais atrativo, as operadoras instalam duas

linhas, de forma que você pode usar uma para conectar e outra para

receber chamadas de voz, ou usar as duas simultaneamente para se

conectar a 128k. O grande problema do ISDN é o custo: além do custo do

modem e taxas para habilitar o serviço, você continua pagando pulsos

(em dobro se resolver conectar a 128k), o que explica por que o ISDN

sempre foi tão pouco usado no Brasil.

Finalmente, temos o ADSL. Nele não é mais usado o sistema telefônico

comutado, mas sim um link de fibra óptica, que liga a central

telefônica diretamente aos roteadores do provedor de acesso. Como

sairia muito caro puxar um cabo de fibra óptica até a casa de cada

assinante, o modem ADSL estabelece um link digital com o modem

instalado na central. A distâncias curtas (menos de 500 metros), o

link é de 8 megabits; para até 3 km o link é de 2 megabits; e para até

5 km o link é de apenas 1 megabit.

Na prática, a distância máxima varia muito, de acordo com a qualidade

dos cabos e fontes de interferência pelo caminho, mas, de qualquer

forma, as distâncias atingidas vão muito além do que seria possível

com um sinal puramente digital. Lembre-se de que, para uma rede

Ethernet, temos apenas 100 metros de alcance, mesmo utilizando um cabo

de 4 pares, com uma qualidade muito superior à de um simples cabo

telefônico. O sinal do modem ADSL vai tão longe porque na verdade o

sinal digital é transmitido dentro de um portador analógico.

Justamente por isso, o modem ADSL continua sendo um "modem", ou seja:

Modulador/Demodulador.


Ações

Informações

Deixe um comentário