15/04/2008

15 04 2008

* ClawHammer

A história do Athlon 64, o processador de maior sucesso da AMD começa

com os cores ClawHammer e SledgeHammer, que são as versões originais

do K8, produzidas em uma técnica de 0.13 micron. Ambos tinham

originalmente 1 MB de cache L2, a principal diferença entre eles é que

o SledgeHammer vinha com ambos os controladores de memória ativados,

enquanto o ClawHammer vinha com apenas um, suportando apenas o modo

single-channel de acesso à memória.

Muitos modelos do ClawHammer vinham com metade do cache L2 desativado

(o que permitia aproveitar processadores com defeitos no cache) e

existiram também versões com suporte a dual-channel (virtualmente

idênticas ao core SledgeHammer), vendidas em versão soquete 939. Na

época a AMD tinha problemas para produzir os processadores em

quantidade suficiente, de forma que foi lançando novas versões do

jeito que conseguia, sem muita organização ou lógica.

O core ClawHammer foi utilizado nas primeiras versões do Athlon 64,

sendo vendido nas versões 2800+ (1.8 GHz, 512 KB, soquete 754), 3000+

(2.0 GHz, 512 KB, soquete 754), 3200+ (2.0 GHz, 1 MB, soquete 754),

3400+ (2.2 GHz, 1 MB, soquete 754), 3500+ (2.2 GHz, 512 KB, soquete

939), 3700+ (2.4 GHz, 1 MB, soquete 754) e 4000+ (2.4 GHz, 1 MB,

soquete 939).

Ele foi utilizado ainda no Athlon 64 FX-53 (2.4 GHz, 1 MB, soquete

939) e no FX-55 (2.6 GHz, 1 MB, soquete 939). Todas as versões do

Athlon FX vinham com o multiplicador destravado, de forma a facilitar

os overclocks. Isto era utilizado pela AMD como um diferencial para

justificar a diferença de preço entre os FX e os modelos "normais" do

Athlon 64. Note que o FX não é vendido sob o índice de desempenho, os

números seguem apenas uma sequência crescente que indica a "posição

hierárquica" do processador, mas sem uma relação direta com seu

desempenho.

Além de ser utilizado no Opteron, a versão do Athlon 64 destinada a

servidores, o core SledgeHammer foi utilizado nos Athlon 64 FX-51 (2.2

GHz, 1 MB) e FX-53 (2.4 GHz, 1 MB), ambos vendidos apenas em versão

soquete 940, o que adicionava o custo de utilizar memórias registered.

Estas duas versões (lançadas em 2003, quase um ano antes do FX-53 e

FX-55 baseados no ClawHammer) foram processadores "pra inglês ver",

vendidos em quantidade muito limitada. O principal motivo da

existência deles foi manter a guerra de benchmarks com a Intel.

* RAID 5

Um dos grandes atrativos do RAID é a possibilidade de escolher entre

diferentes modos de operação, de acordo com a relação capacidade/

desempenho/confiabilidade que você pretende atingir.

O RAID 5 é um modo é muito utilizado em servidores com um grande

número de HDs. Ele utiliza um método bastante engenhoso para criar uma

camada de redundância, sacrificando apenas uma fração do espaço total,

ao invés de simplesmente usar metade dos HDs para armazenar cópias

completas, como no caso do RAID 1.

O RAID 5 usa um sistema de paridade para manter a integridade dos

dados. Os arquivos são divididos em fragmentos de tamanho configurável

e, para cada grupo de fragmentos, é gerado um fragmento adicional,

contendo códigos de paridade.

Note que, ao invés de reservar um HD inteiro para a tarefa, os códigos

de correção são espalhados entre os discos. Desta forma, é possível

gravar dados simultaneamente em todos os HDs, melhorando o desempenho.

O RAID 5 pode ser implementado com a partir de 3 discos.

Independentemente da quantidade de discos usados, sempre temos

sacrificado o espaço equivalente a um deles. Ou seja, quanto maior é a

quantidade de discos usados no array, menor é a proporção de espaço

desperdiçado.

Em um sistema com 5 HDs de 500 GB, teríamos 2 TB de espaço disponível

e 500 GB de espaço consumido pelos códigos de paridade. Usando 8 HDs

teremos 3.5 TB para dados e os mesmos 500 GB para paridade, e assim

por diante.

Graças à forma como os bits de paridade são dispostos, é possível

recuperar os dados de qualquer um dos HDs que eventualmente falhe.

Mais ainda, o sistema pode continuar funcionando normalmente, mesmo

sem um dos HDs.

A idéia por trás desta aparente "mágica" é bastante simples. A

paridade consiste em adicionar um bit adicional para cada grupo de

bits. Ao usar 5 HDs, por exemplo, temos um bit extra para cada 4 bits

de dados.

Caso dentro destes 4 bits exista um número par de bits 1, então o bit

de paridade é 0. Caso exista um número ímpar de bits 1, então o bit de

paridade é 1.

Veja que, graças ao bit de paridade, é possível saber apenas que,

dentro do grupo de 4 bits existe um número par ou ímpar de bits 1.

Isso é o suficiente para recuperar qualquer um dos 4 bits que seja

perdido, desde que sejam respeitadas duas condições:

a) Que apenas um bit de cada grupo seja perdido

b) Que se saiba qual dos bits foi perdido

No RAID 5 cada um dos bits dentro de cada grupo fica guardado em um

dos HDs. Quando um deles é perdido, a controladora sabe exatamente

quais bits foram perdidos e têm condições de recuperá-los usando uma

verificação muito simples. A controladora pode manter o sistema

funcionando mesmo sem um dos HDs, realizando estes cálculos em tempo

real para obter os dados que estavam armazenados nele. Quando o HD é

finalmente substituído, a controladora reescreve todos os dados

(usando o mesmo processo) e o sistema volta ao estado original.

Existe também a possibilidade de adicionar um ou mais discos

sobressalentes num array. Estes HDs "extra" são chamados de hot-

spares, ou simplesmente de "spare disks" e são utilizados

automaticamente caso algum dos HDs titulares falhe, permitindo que o

array seja restaurado imediatamente.

Embora o uso de hot-spares não seja muito comum em configurações

domésticas, eles são muito comuns em grandes arrays RAID 5 (ou RAID 6)

usados em grandes servidores.

Em 1995 a Toshiba lançou o formato SmartMedia (SM), um formato de

cartões de memória muito mais simples que os cartões Compact Flash

existentes na época, onde o chip de memória é acessado diretamente,

sem o uso de um chip controlador. O chip de memória é encapsulado

dentro de um cartucho plástico, com apenas 0.76 mm de espessura e os

contatos externos são ligados diretamente a ele.

Apesar de finos, os cartões SM eram relativamente grandes, o que levou

os fabricantes a abandonarem o formato. Surgiram então os formatos xD,

MMC, SD e Memory Stick. Surpreendentemente, os leitores de cartões USB

passaram a oferecer suporte para todos os formatos simultaneamente.

Isso foi possível graças ao desenvolvimento de chips controladores

"tudo em um", capazes de converter cada um dos protocolos nos comandos

suportados pelo padrão USB. Existem também os leitores incluídos nos

notebooks, que lêem cartões SD e Memory Stick. Do ponto de vista do

sistema operacional, eles são diferentes dos leitores USB, pois são

ligados ao barramento PCI (ou PCI Express) ao invés de usarem o

barramento USB e a maioria das funções são executadas via software

(como em um softmodem), graças ao driver instalado.

* Fonte de alimentação

A função da fonte é transformar a corrente alternada da tomada em

corrente contínua (AC) já nas tensões corretas, usadas pelos

componentes. Ela serve também como uma última linha de defesa contra

picos de tensão e instabilidade na corrente, depois do nobreak ou

estabilizador.

Embora quase sempre relegada a último plano, a fonte é outro

componente essencial num PC atual. Com a evolução das placas de vídeo

e dos processadores, os PCs consomem cada vez mais energia. Na época

dos 486, as fontes mais vendidas tinham 200 watts ou menos, enquanto

as atuais têm a partir de 450 watts. Existem ainda fontes de maior

capacidade, especiais para quem quer usar duas placas 3D de ponta em

SLI, que chegam a oferecer 1000 watts!

Uma fonte subdimensionada não é capaz de fornecer energia suficiente

nos momentos de pico, causando desde erros diversos, provocados por

falhas no fornecimento (o micro trava ao tentar rodar um game pesado,

ou trava sempre depois de algum tempo de uso, por exemplo), ou, em

casos mais graves, até mesmo danos aos componentes. Uma fonte de má

qualidade, obrigada a trabalhar além do suportado, pode literalmente

explodir, danificando a placa-mãe, memórias, HDs e outros componentes

sensíveis.

Evite comprar fontes muito baratas e, ao montar um micro mais parrudo,

invista numa fonte de maior capacidade.


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